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IA e Acessibilidade: UX Writing com foco em inclusão no Instituto Alce

Durante minha atuação como UX Writer no Instituto Alce, um dos meus focos principais era trazer mais acessibilidade e inclusão para os conteúdos do site institucional, de modo que as mensagens pudessem de fato alcançar públicos diversos e refletir os valores reais da marca.


Afinal, o instituto se dedica ao desenvolvimento humano e à equidade no acesso à educação e ao trabalho. Com base em princípios de justiça social, ele atua junto a públicos historicamente vulnerabilizados e em situação de desigualdade.





O desafio

Apesar do engajamento do Instituto com causas sociais, a comunicação escrita não refletia esse mesmo nível de acessibilidade. Os conteúdos apresentavam:


  • Frases muito longas e complexas

  • Vocabulário abstrato ou técnico demais

  • Ausência de estratégias inclusivas básicas de linguagem


Isso dificultava a compreensão por parte dos usuários atendidos pela ONG e também por apoiadores que desejavam entender melhor os projetos. Era urgente identificar as barreiras e propor melhorias com base em evidências técnicas e princípios de linguagem simples.


O que eu fiz


Etapa 1: Avaliação com IA InBoarding


Para sustentar as decisões com dados objetivos, utilizei a ferramenta InBoarding, uma IA online e gratuita que avalia acessibilidade de conteúdo com base nas diretrizes do CNPq e Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação.


Analisei os principais textos do site — como Quem somos, Qualificação socioprofissional, Integração ao mundo do trabalho, entre outros — e identifiquei padrões que comprometiam a compreensão:


  • Palavras muito longas

  • Frases com múltiplas orações

  • Falta de clareza nos verbos

  • Dificuldade de leitura para pessoas surdas, autistas, disléxicas ou com baixa escolaridade



    Análise do conteúdo "Quem Somos" pela IA InBoarding
    Análise do conteúdo "Quem Somos" pela IA InBoarding


Etapa 2: Reestruturação das recomendações com foco em linguagem simples


Com base nos resultados, criei um conjunto de recomendações práticas de reescrita, priorizando:

  • Frases curtas e diretas

  • Sujeito claro + verbo forte + complemento

  • Eliminação de abstrações e jargões

  • Uso de linguagem neutra e não capacitista

  • Adição de exemplos concretos e metáforas visuais, quando possível


Além disso, destaquei a importância de revisar conjugação verbal pensando na legibilidade por meio de Libras — ponto que apareceu como barreira na IA InBoarding.



Proposta de alterações de forma simples e direta
Proposta de alterações de forma simples e direta


Etapa 3: Integração à cultura da equipe

Apresentei os resultados e recomendações em um encontro interno com a equipe, propondo que a acessibilidade linguística se tornasse parte da rotina de produção de conteúdo do time de UX.

A ideia foi demonstrar que escrever de forma simples e inclusiva não é empobrecer o conteúdo — é expandir o alcance e aprofundar a experiência. A partir disso, os princípios da DAI (Diversidade, Acessibilidade e Inclusão) passaram a ser levados em conta nas revisões de conteúdo.




Resultado

A avaliação com IA gerou dados concretos que ajudaram a convencer a equipe da importância do tema. As recomendações foram bem recebidas e integradas ao processo de reestruturação textual da ONG, gerando conteúdos mais claros e acessíveis. O Instituto deu início a uma cultura de escrita inclusiva, com impacto direto na experiência do usuário final.


Esse projeto mostrou como o UX Writing pode ir além da interface: ele se torna uma ferramenta de transformação social quando coloca a linguagem a serviço da inclusão.




Um 😘 e um 🧀 , inté!

Mona

 
 
 

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