Construindo um Chatbot do zero pra u.AI
- Monalisa Vasconcelos
- 29 de jun. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 11 de ago. de 2025
Como criei um bot funcional, simpático e com identidade própria na plataforma Blip.

Contexto
Experimentei o curso “Construindo meu primeiro chatbot na plataforma Blip” oferecido pelo Senai Play. O conteúdo é bem mão na massa: vai desde o login até a publicação final do bot — tudo de forma prática, com foco em quem quer colocar um assistente virtual funcional no ar, sem precisar codar.
Desafio
A proposta era construir um bot que explicasse o que é um bot — com o desafio adicional de oferecer diferentes formas de aprender sobre o tema. O usuário deveria poder escolher entre três tipos de conteúdo: texto direto, lista de tipos de bots e uma terceira opção mais institucional.
Além da entrega técnica, vi aqui uma oportunidade de exercitar minhas habilidades em UX Writing, storytelling e branding.
Ação (Action)
I. Estruturando o fluxo conversacional
Antes de tudo, minha primeira decisão foi dar uma cara própria pra essa assistente virtual. E quando digo “cara”, é no sentido literal mesmo: pedi ao ChatGPT pra gerar uma ilustração com base em uma foto minha. Resultado: nasceu a MonAI, minha bot avatar — com um nome que brinca com “Monalisa” e “AI” (de Artificial Intelligence).

Com a personagem criada, mergulhei no Blip Builder e criei um fluxo conversacional dividido em quatro blocos principais, com foco em boas práticas de design de conversa:
Boas-vindas: com inserção de texto + gif
Apresentação: com inserção de texto
Menu de opções: com inserção de carrossel e ramificações
→ o que são bots: com a inserção de botões
→ quais são os tipos: com inserção de quick reply
→ me conheça: com inserção de quick reply e weblink
Gancho: com inserção de texto de condições de saída para melhoria de usabilidade
A navegação ficou leve, com linguagem natural e direcionamentos simples. Priorizei escaneabilidade, clareza de intenção e evitei jargões técnicos. Tudo com foco no usuário iniciante.

II. Criando a identidade verbal da MonAI
Pra criar consistência na comunicação da bot, primeiro defini a empresa fictícia que ela representa: a u.AI.
Nascida em Minas Gerais, a u.AI é uma empresa que ama tech com afeto. Ela ajuda microempresas a desenvolverem bots mais humanos e inclusivos, de forma rápida e sem firula.
Com isso, comecei a trabalhar a voz da marca. Usei referências do quadro de voz da Torrey Podmajersky, mas de forma leve e adaptada ao contexto do curso. A ideia era que a MonAI falasse como uma mineira simpática, com humor, informalidade e simplicidade — alinhando a linguagem ao posicionamento da marca e gerando proximidade emocional com o usuário.
Usei o ChatGPT como copiloto linguístico: criei prompts específicos e fui refinando as respostas com ajustes manuais.

Um ponto de atenção aqui foi evitar caricaturas e exageros, mantendo a espontaneidade sem escorregar no estereótipo. Compare o resultado final com a versão padrão da aula:

Essas microinterações são fundamentais em UX Writing: elas ajudam a construir uma personalidade de bot clara e memorável, e criam uma experiência mais acolhedora e envolvente.
III. Design visual e identidade cromática
Na fase final, personalizei o visual do chat usando elementos de visual design que reforçam a identidade da MonAI. Busquei inspiração na bandeira de Minas Gerais — o vermelho como ponto de conexão afetiva — mas adaptei para um tom vintage, que transmitisse aconchego e confiança.

Ainda que de forma simples e pontual, tudo isso contribui para que o bot converse não só com palavras, mas também com cores e formas.
Resultado
Além de cumprir todos os requisitos técnicos do curso, usei o projeto como oportunidade pra aplicar práticas de UX Writing e design conversacional de forma estratégica. Criei persona, tom de voz, microcopies e fluxos focados em clareza, acolhimento e usabilidade. O resultado foi um bot funcional, simpático e com identidade própria — indo além do exercício proposto e refletindo minha abordagem em projetos reais.
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